quinta-feira, 30 de novembro de 2017



Receita para almoço ou jantar!

(sem glúten e sem leite ou derivados)

Esconde-esconde na selva (adoro inventar nomes. Mas podemos traduzir para escondidinho de cogumelos)

- 1 batata doce grande
- 1 bandeja de mercado de cogumelos portobelo
- alcaparras
- 3 rodelas de abacaxi picadas
- ghee vegano ou azeite ou oleo de coco
- shoyu (sem glúten)
- 3/4 limão

Cobertura
Cozinhe a batata doce já sem casca, somente com sal a gosto. Depois, retire quase toda a água (filtrada. Deixe não mais do que 2 goles) e transforme-a em purê, amassando com amassador, ou garfo.

Recheio
Tire a casca de todos os cogumelos, fatie-os e jogue-os na frigideira já com a gordura quente.
Quando eles já estiverem começando a perder tamanho, jogue um pouco de shoyu, as alcaparras e já pode espremer o limão também. Misture para estes temperos percorrerem por todos os cogumelos. Experimente um pouco de tempo depois. Siga o seu paladar.

Esta porção dá para um prato como manda o figurino. Mas na foto, dividi em 4 potes para servir minhas amigas que chegaram no meio da confecção e todas puderam experimentar.







Receita para começar o dia!
Smoothie de smooth!

- 1/2 copo de leite de amêndoas
- algumas ameixas sem caroço
- 1 banana (pode estar congelada também. Fica uma delicia no verão)
- spirulina

Eu faço o leite caseiro. Em outro post explico como fazer. Mas na internet deve estar cheio de gente ensinando.
Coloco tudo no liquidificador e bato bastante.

Pronto! Sento na melhor poltrona da casa e bebo de olhos fechados pq é bom demais e vale a pena
estar 100% em cada gole. Quando termina, pego a colher e "lambo o prato".

Um Brinde aos meus 2 meses sem Glúten e sem Leite e derivados



No dia 01 de Dezembro de 2017 comemorarei oficialmente 2 meses de vida sem glúten e sem leite e seus derivados. A meta é completar 6, para então decidir o que farei: volto ou não volto e se voltar, com qual voltar e de que forma voltar a comer estes itens.

Nesses dois meses entendi o termo GLÚTEN - ou GLÜTEN, como poderíamos falar (fazendo aquela carinha de eca no "U") e também consegui começar a ver a presença, ou melhor, a ausência dele no meu corpo.


O mesmo eu posso dizer com o LEITE ou LÉTCH, colocando a língua pra fora no "L", o que faz a mesma tendência de eca. rs

(Inventei essas onomatopéias agora escrevendo pra você, mas olha só que coincidência esses termos!)

Fato é que mesmo já sendo magra antes da dieta, eu percebi que ainda assim estava inchada. INCHADA! E agora começo a entender também uma série de circunstâncias que eu ouço falar de gente que faz dieta, mas não consegue emagrecer. Enfim, venho descobrindo verdadeiramente um mundo completamente novo de todos os que eu já tinha percorrido. E como sempre, estou disposta a mostrar pra você com conhecimento de causa.

Preparei uma série de posts que vão abordar os motivos que me fizeram tomar esta decisão; os desafios que venho encontrando e de que forma estou superando; um pouco da minha história que me levou a chegar aqui e um bônus que fala sobre hábitos. Uma vez por semana postarei aqui, sempre atualizando um pouco mais dessa minha jornada. Sim, uma jornada.

Hoje, gostaria de te inspirar com uma opção de café da manhã e outra de almoço ou jantar. Tudo realmente delicioso (não publico aquilo que não acredito).



Para começar o dia!
Smoothie de smooth!


Para almoço ou jantar!
Esconde-esconde na selva

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Kapalabhati: Técnica de Respiração que Alivia Stress e Excesso de peso




Esta é a única técnica milenar do yoga que pode ser entendida tanto como técnica de respiração (pranayama), quanto de limpeza do corpo (kriya). 

Na tradução do sânscrito, Kapaala (o som do 2º "a" é longo) quer dizer crânio e Bhaati quer dizer brilhar. Portanto, estamos falando de uma técnica cujos efeitos são muito profundos, pois geram uma limpeza na mente. - Ótimo para quem está estressado, atrasado, ansioso, sob pressão, com muitos pensamentos ao mesmo tempo, perdido no meio dos papéis, tarefas e similares.

No texto antigo Gheranda Samhita , escrito no séc. XVII, no verso 55, há a definição "vatakrama, vyutkrama e sheetkrama são as três técnicas de Kapalabhati. Praticando estas técnicas, elimina-se fleuma e muco do corpo". - Portanto também é ótimo para quem tem ou está com problemas respiratórios, pulmonares, para quem está preguiçoso, se sentindo pesado, letárgico, vagaroso, sem ação, sem vontade, sem entusiasmo, pessimista, agarrado a problemas ou pensamentos. Além de também ser bom para perda de peso e de medidas na região abdominal.

Considerando as três técnicas mencionadas no verso, Vatakrama é a única técnica com a utilização do ar. As outras duas referem-se a técnicas com a utilização da água. No entanto, vatakrama envolve a respiração com as narinas alternadas, conforme indicado nos versos 56 e 57, "inicia-se a inspiração pela narina esquerda (chandra nadi, ou pingala) e expira pela direita, ou surya nadi (ida). Ambas executadas de forma rápida e sem retenção. Desta forma, se remove o dosha kapha".

No texto HathaYoga Pradipika, escrito provavelmente entre os sec. XIV, XV ou XVI, no cap. 2, verso 1, a definição é de que kapalabhati deve ser executada com a inspiração e a expiração rápida como um fole. Mas não segmenta a técnica, dando-nos a entender que a respiração deve ser feita com ambas narinas ao mesmo tempo e com a utilização do ar.   

Como sou de tradição e como sigo a crença de que o mais simples é o mais eficaz, praticaremos Kapalabhati seguindo HathaYoga Pradipika: com ambas as narinas ao mesmo tempo. É desta forma que você também vai encontrar na grande maioria dos estúdios de yoga pelo Brasil e mundo.


Modo de Fazer


Asana (postura corporal): Você deve sentar-se ou numa cadeira com as pernas paralelas e os pés no chão, ou sentado numa estrutura firme como o chão e pernas cruzadas. O que for mais conveniente. Para quem visa efeitos mais profundos, a execução deve ser feita na postura de lótus: sentado, pernas cruzadas com os pés apoiados sobre as coxas e as plantas dos pés olhando para cima (esta é uma postura avançada. Se não conseguir fazer, cruze as pernas da forma que lhe for confortável). Você deve se manter imóvel ao longo da execução de Kapalabhati. Por isso, privilegie o conforto na postura. Atenção à coluna sempre ereta. 

Mudraa (posição das mãos): deve-se manter o jnana mudra (ou chin mudra: ponta dos dedos indicador e polegar unidos. Os demais dedos relaxados) ou dhyani mudra (mãos apoiadas sobre as pernas em frente ao abdômen, uma sobre a outra, com as palmas viradas para cima e polegares levemente se tocando).
Foto 1: As mãos estão em jnana mudra

    Foto 2: As mãos estão em dhyani mudra


Bandhas (contração de musculatura para travar energia): moola bandha (contração do esfíncter) ao longo de toda a execução. 

Execução: iniciamos com 3 rodadas de 10 fogos.
De olhos fechados, coluna ereta, musculatura do rosto absolutamente relaxada, inspire suavemente pelo abdomen e contraia a musculatura do abdomen para expulsar o ar com vigor. Tenha atenção na musculatura do seu rosto, que tenderá a enrijecer neste momento. Não permita.
Cada expiração vigorosa representa 1 fogo. Repita esta expiração vigorosa por mais 9 vezes e relaxe no final.
É normal que você sinta um pouco de tontura. Mas logo passa. Assim que passar, faça mais duas rodadas com 10 fogos, relaxando no fim de cada uma. 

Contra-indicacao: É importante frisar que está técnica não é recomendada para gestantes, pessoas com pressão alta, cardíacos, com úlcera, febre, prisão de ventre e hérnia. Também é contra indicado que se execute está técnica com estômago cheio. Aguarde ao menos 3 horas da última refeição para praticar. Em altas temperaturas também não é indicado. Executar esta técnica mais do que uma vez ao dia é extremamente contra-indicado.

Informação Bônus: Esta é uma ótima técnica para se fazer antes de meditar. Por isso, aproveite o fim dela, mantenha-se de olhos fechados e usufrua da sensação que estará sentindo. Caso possua, acrescente à esta prática a sua técnica de meditação. 




quarta-feira, 22 de julho de 2015

Montando Utthita Hasta Padangustasana


Como montar:

Para montar este asana, ou postura, você deve partir de Tadasana (postura em pé). 

Eleve uma das pernas flexionando o joelho, agarre a parte externa do pé, encaixe quadril e coloque a coluna reta, perpendicular ao chão. 

Expirando pelas narinas, estique a perna lateralmente. 

Com a perna esticada, faça força com o seu pé para frente, empurrando a mão. Simultaneamente, faça força com a mão para trás, trazendo o pé junto. Ambas forças devem se anular. 

Este detalhe protege a musculatura que está sendo solicitada neste asana. 

Mantenha a cabeça olhando para a frente e compense o peso do corpo, levantando o outro braço, colocando ambos na mesma altura. 

Contribuição física: 

Este asana contribui para a flexibilidade na região pélvica e músculos posteriores da perna levantada. 

Fortalece os músculos laterais do tronco e músculos da coxa.  

Fortalece os músculos estabilizadores dos ombros. 

Contribuição mental:

Trabalha o equilíbrio, foco e concentração. 

Variações:

A mais famosa é a variação em que se agarra o hálux, ou dedão do pé com os dedos indicador e do meio. Esta variação dá o nome do asana.  Outro detalhe desta variação é a cabeça que gira para o lado oposto à perna levantada e a outra mão que fica na cintura. 

Como se desenvolver no asana:

Há acessórios que te auxiliam a evoluir neste asana. A escolha dentre eles é sua:

Chão: se você tem dificuldade com equilíbrio, você pode fazer na variação SUPTA PADANGUSTASANA, ou seja, deitado no chão. Execute da mesma forma, só que com o corpo deitado no chão. 

Faixa: se você não consegue agarrar o pé, mantendo a perna esticada e  a coluna reta e no prolongamento da perna-base, passe a faixa pela parte alta da sola do pé (logo abaixo dos dedos), agarre a faixa e traga o pé, fortalecendo a musculatura do braço. 

Parede: se sentindo mais firme pra executar o asana em pé, você pode recorrer à parede, apoiando as costas nela. Desta forma, você  trabalha a permanência enquanto conquista o equilíbrio. Procure lateralizar a perna de modo a tocar o pé na parede. Assim, você também estará trabalhando a abertura pélvica. 

Cadeira: o encosto de cadeira serve quando não temos a faixa ou não temos espaço para a variação deitada. 

Apóie o calcanhar em cima do encosto da cadeira. Se quiser, coloque uma almofada pra melhor conforto. 

A dica da cadeira funciona também com o tampo de mesa, ou qualquer estrutura firme mais alta ou mais baixa, de acordo com a sua flexibilidade. 

Importante: 

- Independente do acessório que escolher para se desenvolver no asana, a prioridade está na coluna reta, no prolongamento da perna-base. 

- Mantenha-se consciente em todo o momento da execução do asana para não puxar demais a perna e não lesiona-la. Respeite o seu corpo. No tempo dele, ele irá se abrindo para o asana. 

- A perna-base se mantém em Tadasana ao longo de toda a permanência. Mantenha-a com os músculos das coxas ativos. 

Dica pra evoluir como um Mestre:

Acione Moolah Banddha, do princípio ao fim. A ativação do esfíncter estabiliza o quadril, auxiliando no equilíbrio. 

A mente vazia é o segredo de todo e qualquer asana de equilíbrio. Mantenha-se atento a cada detalhe no seu corpo. Sem julgamento ou expectativa. Mente absolutamente vazia e consciente.  

Boa Prática!
Jai Gurudev!

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quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sopa de Batata Baroa com Couve-flor e Ovos

                                      

Chegar em casa e não ter nada pra comer é um pulo pra abrir um saco de biscoito e mandar ver. 

Essa sopa levou pouco tempo pra ficar pronta e foi bem gostoso o processo, principalmente pq deixei o celular na bolsa e fiquei conversando com Mami ao longo do processo:

- 4 batatas baroa
- alguns talos de couve-flor
- noz moscada ralada a gosto
- sal a gosto
- 2 ovos
- água filtrada

Coloquei as batatas já cortadas em pequenos cubos na água ainda fria, numa quantidade suficiente pra cobrir as batatas.

A idéia é deixá-las desmanchar até virar um caldo de batata baroa. Mexer com a colher de pau ajuda a agilizar. 

Joguei os temperos também: sal e noz moscada ralada, em quantidade suficiente para deixar o sabor. 

Depois, adicionei um pouco mais de água pro caldo não ficar pipocando e sujando a cozinha inteira, além de adicionar os ovos, afastados um do outro, como se fosse pra fazer ovo pochê. 

Depois, acrescentei os talos de couve, deixando por menos de 5 minutos, pq gosto da couve mais durinha, estaladiça, além dela ser muito mais nutritiva crua. 

Pra servir, mirei a concha em um ovo pra não desmancha-los e completei o bowl com o resto da sopa. 

Duas porções de tamanho suficiente pra tomar às 23h, uma vez que depois dalí, estava indo direto pra cama e não gosto da sensação de estômago cheio na cama. 

Em termos práticos, além de quentinha, o que é bom para esquentar o corpo para um dia frio, foi uma alimentação cozida, facilitando a digestão, o que é positivo para esta hora da noite. Os ingredientes foram todos manuseados na hora da produção da receita, além do consumo ter sido imediatamente depois, o que gera uma otimização nutricional da refeição, já que nenhum ingrediente ficou exposto ao oxigênio por muito tempo (processo conhecido como oxidação do alimento). 

Detalhe importante: quando eu vou preparar algum alimento, principalmente aqueles que eu sei que não vou despejar a água depois, sempre uso água filtrada, ja que a água da torneira no Brasil é imprópria para o consumo. 

Valor nutricional:
- batata baroa cozida *1
     Rica em vitamina C, vitamina B3, manganês, vitamina B1, proteína, fibra, sódio, ferro, cálcio, magnésio
- couve-flor semi-cozida (atenção: a couve-flor crua é muito mais saudável) *1
     Rica em vitamina C, fibra, carboidrato,  proteína, sódio, gorduras saturadas, Tiamina B1, ferro, magnésio, zinco, fostoro, gorduras poliinsaturadas, potássio e lipídios. 
- noz moscada *2
     Efeitos medicinais: digestivo, antiinflamatório, diurético, emoliente, sedativo e tônico. 
- ovo *1
     Rico em fósforo, riboflavina B2, proteína e zinco. 

*1: de acordo com site www.tabelanutricional.com.br
*2: de acordo com site www.plantasquecuram.com.br

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Menos é Mais :: A pratica do desapego (Aparigraha)



Temos uma casa de fim-de-semana. Minha mãe, a grande realizada, que sempre sonhou em ter uma casa na serra, agora tem.

Dez anos depois, ela também tem uma empregada doméstica de acordo com as leis, um caseiro que acabou de pedir demissão para abrir o seu próprio negócio, uma casa sem gente durante 5 dos 7 dias da semana, IPTU, gas, luz, telefone, supermercado, manutenção, gente morando de comodato pra ocupar a casa à noite, 7 cães.

Pra justificar tantos gastos e empenho, ela agora TEM QUE subir todos os finais de semana: Pra dar trabalho pra senhora, pra ver o jardim, pra fazer as compras, pra contratar o empreiteiro pro cano que estourou, pra bomba que quebrou, pra iluminação do jardim que pifou. Tem que acionar o seguro pra concertar o telhado que a árvore que caiu, quebrou; pro raio que caiu e o pára-raio não funcionou; pro assalto, pq alguém entrou e a TV levou... ..... Vixe maria...

- "Aparigraha, mãe!"
Foi o que eu disse pra ela quando veio me pedir ajuda.

No yoga, um dos Yamas (formas de conduta do yogui com o mundo) se chama APARIGRAHA.

No bom e velho português, DESAPEGO.

A interpretação deste termo varia entre as escolas de yoga e seus respectivos gurus. No entanto, para podermos aplicar de forma prática na nossa vida, Aparigraha é a pratica do desapego do que temos em excesso. Outra forma de explicar é a pratica de não praticar o sentimento de posse.

A nossa felicidade não deve ser atribuída a TER algo, porque este algo não detem a capacidade de nos fazer felizes. Nem o marido ou a esposa perfeitos são capazes de tal feito.

A pratica de Aparigraha nos sugere todo um questionamento interno sobre o que de fato PRECISAMOS.

E o resultado tende a ser muito interessante e LIBERTADOR.

Fica como sugestão, se questionar sobre:
- a quantidade de roupa e afins,
- utensílios de cozinha e decoração,
- novo modelo disso e daquilo.

Como prática, traga consciência para todos os momentos de compra/aquisição. Todos os momentos em que você pratica o sentimento de POSSE.

 Porque realmente, em muitas vezes, MENOS realmente quer dizer MAIS.